Poema: “Disparidades (obscuras)”
maio 31st, 2009 § Deixe um comentário
Poucos segundos de tênue esperança
Horas de desespero devastador
Um breve sorriso forçado
Inúmeras noites de choro interminável
Uma leve ascensão
Uma dura e profunda queda
O efêmero primeiro amor
As infindáveis desilusões
A curta felicidade de um nascimento
A incessável tristeza de uma morte
O hesitante primeiro beijo
O impiedoso último golpe
O doce aroma das flores
O amargo gosto do sangue
A fé dúbia
O ceticismo cada vez mais forte
Uma segurança incerta
A crescente violência
Anjos invisíveis
Demônios vivos
A luz fraquejante
A escuridão invasora
Por que ainda acreditas?
©2005 Eduardo Magela Rodrigues