Poema: “Limbo”

abril 30th, 2010 § Deixe um comentário


Agradáveis sussurros me alcançam
Desperto
Percebo que não estava enterrado
Estava apenas dormindo

Suaves mãos me tocam
Respiro
Percebo que não estava morto
Estava apenas esquecido

Doces lábios me beijam
Sinto
Percebo que não estava perdido
Estava apenas entorpecido

No limbo estive perseverando
Flutuando entre a densa névoa da dor e a tênue cortina de esperança
Assistindo o amor murchar lentamente dentro de mim
Desmoronando sobre o meu já despedaçado interior

Talvez tu não saibas
Mas me resgataste da minha amarga solidão
Meu limbo se esvaneceu

Estou vivo novamente

©2005 Eduardo Magela Rodrigues

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