Clipping do dia 30/08/2010

agosto 30th, 2010 § Deixe um comentário

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Delinquência estatal

agosto 30th, 2010 § Deixe um comentário


Sabe-se, desde ontem, que Eduardo Jorge Caldas Pereira, vice-presidente do PSDB, não foi a única vítima da ação criminosa de funcionários da Receita Federal. Além dele, tiveram os seus sigilos fiscais violados três outros nomes ligados ao PSDB: Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-ministro do governo Fernando Henrique Cardoso; Ricardo Sérgio, ex-diretor da Previ; e Gregorio Marin Preciado, parente do candidato tucano à Presidência, José Serra.
O caso, que já era grave, assume agora contornos escandalosos. Conforme a Folha noticiou em junho, os dados fiscais do dirigente do PSDB constavam de dossiê confeccionado pelo “grupo de inteligência” da campanha presidencial de Dilma Rousseff.
Caracteriza-se, agora de maneira cristalina, uma operação ilegal urdida no interior do organismo estatal com a intenção inequívoca de atingir José Serra, de quem todas as figuras envolvidas são ou foram próximas.
Consta que as informações do Imposto de Renda dos tucanos foram acessadas, sem nenhuma motivação profissional, nos terminais de agentes do fisco de Mauá (SP), local onde foram feitas as cópias das declarações de EJ.
Estamos diante de um caso exemplar de “aparelhamento do Estado”, expressão que, de tão rotinizada, perdera o impacto que o novo escândalo lhe restitui. Mais do que a simples ocupação fisiológica da máquina, o que se tem neste didático episódio de aparelhamento são servidores públicos delinquindo no exercício de suas funções em benefício do partido.
Não se trata de ocorrência isolada. Não estamos diante de um deslize, mas de um método.
Recorde-se o grupo de petistas flagrados em 2006, num hotel em São Paulo, com uma montanha de dinheiro de origem equívoca ao que tudo indica destinado a comprar dossiê contra o mesmo Serra, então candidato ao governo.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva os batizou à época como “aloprados”. Sob a aparência de reprimenda, é uma maneira de tratá-los como inimputáveis. O apelido já traduz algo da temerária leviandade com que o chefe do Executivo tem relevado atos de delinquência praticados por servidores e militantes, cada vez menos discerníveis uns dos outros.
O escândalo agora em tela guarda óbvia semelhança com a violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, o episódio talvez mais simbólico do atropelo das garantias individuais por agentes graduados de um Estado posto a serviço de seus membros.
A sucessão desses acontecimentos se beneficia do ambiente de impunidade que este governo desde o início cultivou para os seus apaniguados -e que só fez aumentar, à sombra da popularidade asiática do presidente.
A aclamação de Lula e da candidata que inventou para lhe suceder não pode tornar cidadãos (ontem o caseiro, hoje os adversários, amanhã quem?) reféns da sanha de um Estado desvirtuado por interesses particulares. Se dependesse de alguns setores que compõem o atual grupo dominante, não há dúvida de que o país caminharia na direção de um regime de vigilância policial.

Editorial da Folha de São Paulo de 26/08/2010

Os 10 livros mais vendidos entre 23/08/2010 e 29/08/2010

agosto 30th, 2010 § Deixe um comentário


FICÇÃO

  1. O Último Olimpiano, Rick Riordan
  2. Querido John, Nicholas Sparks
  3. A Cabana, William Young
  4. A Última Música, Nicholas Sparks
  5. O Aleph, Paulo Coelho
  6. Os Arquivos do Semideus, Rick Riordan
  7. A Batalha do Apocalipse, Eduardo Spohr
  8. O Símbolo Perdido, Dan Brown
  9. Tentada, P.C. Cast e Kristin Cast
  10. A Ilha Sob o Mar, Isabel Allende

NÃO-FICÇÃO

  1. Comer, Rezar, Amar, Elizabeth Gilbert
  2. Comprometida, Elizabeth Gilbert
  3. Mentes Perigosas, Ana Beatriz Barbosa Silva
  4. Uma Breve História do Brasil, Mary Del Priore e Renato Venâncio
  5. Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, Leandro Narloch
  6. Justin Bieber, Tori Kosara
  7. Eu Sou Ozzy, Ozzy Osbourne
  8. Bullying, Ana Beatriz Barbosa Silva
  9. Mil Dias em Veneza, Marlena de Biasi
  10. Múltipla Escolha, Lya Luft

Fonte: Revista Veja

Dica de software: “SyncToy”

agosto 27th, 2010 § Deixe um comentário

http://www.microsoft.com/downloads/details.aspx?familyid=c26efa36-98e0-4ee9-a7c5-98d0592d8c52&displaylang=en

Se você trabalha com os mesmos em diversos computadores, ou precisa manter pastas sincronizadas em hds externos ou pendrives, o SyncToy talvez seja o programa ideal para você. Ele permite que você sincronize os arquivos ou faça cópias de uma pasta em outro dispositivo. O interessante é que o SyncToy pode copiar apenas os arquivos modificados desde a última sincronização, economizando tempo e recursos.

Clipping do dia 27/08/2010

agosto 27th, 2010 § Deixe um comentário

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Circo do horrores

agosto 27th, 2010 § Deixe um comentário

A propaganda dos candidatos a deputado federal de São Paulo, o Estado mais rico e com o maior eleitorado do país, virou um circo dos horrores. Impossível sair da TV sem a sensação de que o Congresso está virando galhofa e um ímã para galhofeiros.
Os candidatos com partido e representatividade são engolidos por falsos palhaços, personagens patéticos, moças inescrupulosas, famosos empurrando parentes, atletas surfando na glória efêmera.
Desde o costureiro Ronaldo Esper, tão surpreendente quanto o seu PTC, seus óculos escuros e a roupa chocante, até o cantor Agnaldo Timóteo, tentando seduzir os órfãos do estilista Clodovil. E a tal “Mulher Pera”, coitadinha, achando-se sexy e com um discurso descabido: “Jovem vota em jovem”. Que jovem, que tipo de jovem?
Raul Gil “tira o chapéu” para o seu filho, e Mara Maravilha pede voto para seu “esposo”, o “servo de Deus” fulano de tal. O boxeador Maguila fala manso, e o craque Marcelinho Carioca quer trocar o gramado pelo Salão Verde da Câmara, para “jogar com você no mesmo time”.
Enéas continua vivo, vivíssimo, na campanha: Luciano Enéas usa a mesma barba, os mesmos óculos e o mesmo tom, Luciana Costa promete “combate à droga e à pedofilia” e encerra grotescamente sua fala: “Meu nome é Luciana”. Poderia ser um programa de humor, mas precisa ser levado a sério.
E já se dá de barato que o Tiririca, com sua peruca loura, sua fantasia ridícula e seu discurso desconexo, está com vaga garantida nessa “renovação” dos 513 deputados e de dois terços dos 81 senadores. É o Congresso indo ladeira abaixo, fraco, desacreditado. Aliás, onde foram parar as CPIs?
Pior do que isso, só a eleição dos candidatos ficha sujíssima, como Joaquim Roriz, que governou quatro vezes o DF. A Justiça impugnou a candidatura, mas a candidatura impugnada vai vencer. Pode? Pode.

ELIANE CANTANHÊDE, para o jornal Folha de São Paulo de 24/08/2010

Clipping do dia 26/08/2010

agosto 26th, 2010 § Deixe um comentário

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Charge

agosto 26th, 2010 § Deixe um comentário

GRÊMIO? QUE GRÊMIO?

Retirada do site Kibeloco

Expresso Tiririca

agosto 26th, 2010 § Deixe um comentário

Se a política é uma palhaçada, vote no palhaço. Resumida a seu cerne, é essa a mensagem em torno da qual Tiririca faz sua campanha para deputado federal pelo PR de São Paulo. O Congresso seria um circo, e o “abestado” pede seu espaço no picadeiro.
“O que é que faz um deputado federal?”, pergunta o humorista. E responde: “Na realidade eu não sei, mas vota em mim que eu te conto”. Seu bordão mais famoso diz: “Vote no Tiririca, pior do que tá não fica”. Tornou-se um sucesso instantâneo.
Ao fazer da desmoralização da política uma bandeira, razão e causa da sua candidatura (disposta a “avacalhar o avacalhado”), Tiririca se põe, à primeira vista, como mais um herdeiro do “voto Cacareco”.
Era, como se sabe, o nome do rinoceronte do zoológico paulistano que recebeu, em fins dos anos 1950, mais votos do que qualquer outro candidato a vereador, tornando-se um caso célebre de voto nulo e por isso sinônimo do voto de protesto.
Mas Tiririca não está no zoológico. Ele é um “puxador de votos”, a estrela do programa do PR. Sua galhofaria se destina a eleger -aí sim- uma boa bancada de rinocerontes do PR, o antigo PL, partido do mensaleiro (e também candidato) Valdemar Costa Neto. Tiririca não é um palhaço, é um biombo. Atrás dele, vão os verdadeiros artistas do circo fisiológico que o lulismo (e agora Dilma) alimenta.
Se você reparar na campanha do idiota útil na TV, verá que a propaganda exibe o nome de Mercadante, candidato a governador de SP. Tiririca não é, pois, um “outsider”, uma aberração avulsa do processo eleitoral, mas alguém estrategicamente patrocinado pelo bloco que detém hoje o poder hegemônico.
Escarnecendo da política para dela se beneficiar, Tiririca é menos uma ameaça individual do que a face caricata de um sistema político que se tornou imune aos escândalos em série que fabrica. Ele de certa forma realiza a profecia de Delúbio Soares, para quem o mensalão um dia iria virar “piada de salão”.

FERNANDO DE BARROS E SILVA, jornalista, em artigo para a Folha de São Paulo de 24/08/2010

Clipping do dia 25/08/2010

agosto 25th, 2010 § Deixe um comentário

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