Os 10 livros mais vendidos entre 24/01/2011 e 30/01/2011
fevereiro 2nd, 2011 § 1 Comentário
- Querido John, Nicholas Sparks
- A Cabana, William Young
- Diário de Uma Paixão, Nicholas Sparks
- A Última Música, Nicholas Sparks
- O Milagre, Nicholas Sparks
- A Batalha do Apocalipse, Eduardo Spohr
- A Pirâmide Vermelha, Rick Riordan
- Morte e Vida de Charlie St. Cloud, Ben Sherwood
- O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint-Exupéry
- O Último Olimpiano, Rick Riordan
NÃO-FICÇÃO
- 1822, Laurentino Gomes
- Comer, Rezar, Amar, Elizabeth Gilbert
- 1808, Laurentino Gomes
- Comprometida, Elizabeth Gilbert
- Bilionários Por Acaso, Ben Mezrich
- Vida, Keith Richards
- 50 Anos A Mil, Lobão e Cláudio Tognolli
- Ricardo Amaral Apresenta: Vaudeville Memorias, Ricardo Amaral
- Não Há Silêncio que Não Termine, Ingrid Betancourt
- Guia Politicamente Incorreto da História do Brasil, Leandro Narloch
Fonte: Revista Veja
Os melhores que não são
fevereiro 2nd, 2011 § Deixe um comentário
A REGRA GERAL na designação de ministros, em conjunto ou nos casos isolados, indica que os políticos profissionais são os menos convenientes para setores de grandes recursos e relevância programática.
Raros são os casos dos que não sobrepõem interesses pessoais (mesmo que só com o objetivo de sua projeção) e de correntes políticas aos da eficácia do ministério e até do governo.
A regra é a transformação de meios de política de governo em instrumento político-partidário. Com a consequência costumeira das torrentes de nomeações impróprias e, por aí, de abertura do serviço público a variadas formas de corrupção.
Apesar disso, os sistemas político e de governo estão moldados para tornar-se, tanto quanto possível, uma coisa só, com o máximo de infiltração de políticos e seus agentes na administração pública e, como contrapartida, com o domínio das decisões parlamentares pelo governante. O sistema se opõe aos não políticos profissionais, por mais habilitados que sejam, e ao governante que os pretenda em altos cargos.
Por deformações que não são da política, mas de outros vícios também tradicionais, a própria sociedade é levada a admitir e reproduzir, como opinião pública e como eleitorado, a utilização extra dos instrumentos de governo pelos políticos. São estes, por exemplo, se ministros ou ocupantes de altos cargos, os que obtêm mais presença nos meios de comunicação, assim alcançando a projeção que é seu objetivo principal.
Os dedicados apenas à sua função, prontos a expor-se só quando fatos de governo o justifiquem, ficam relegados e sofrem os efeitos dessa distorção de critérios.
Ao caso já citado aqui de José Gomes Temporão no Ministério da Saúde, junta-se o exemplo de Fernando Haddad, com eficiente e modernizadora presença na Educação, e do ainda mais silencioso Miguel Jorge, com sua contribuição na abertura de mercados externos, como ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Não há candidato à Presidência, a governo estadual ou a prefeitura que não prometa “governar com os melhores”. Dilma Rousseff não abandonou a tradição. E é certo que impôs boas escolhas, a começar de quase todos os que manteve do governo Lula. Mas as presenças comprometedoras e as duvidosas mancham demais o novo ministério, até quando não precisavam fazê-lo tanto.
A indicação de Pedro Novais pela bancada do PMDB já era um despropósito, explicável pela voracidade do “baixo clero” pelas benesses a usurpar do Ministério do Turismo.
Depois de alcançado pela conta do motel pago com “verba indenizatória” da Câmara, a presença de Novais no governo soa a ultraje. Ideli Salvatti está em caso semelhante, com o duplo faturamento contra o dinheiro público. E assim outros quatro ou cinco.
Todos a justificarem a providência que não veio: “limpe a sua ficha, se puder fazê-lo, fora do governo”. Nada pode justificar a complacência que mantém tais indicados por interesses políticos.
Por que o prefeito de Sobral como ministro de Portos, o que esperar de Mário Negromonte como ministro de Cidades, e o denunciado Afonso Florence no Desenvolvimento Agrário, e as voltas de Edison Lobão e Alfredo Nascimento? Quanto a Moreira Franco, ministro a pedido de Michel Temer, mas posto em último caso nos Assuntos Estratégicos, foi levada em consideração a frase recém-lembrada de Fernando Henrique: “Esse não pode ficar perto de cofre”. Mas a falta de cofre nos AE não limpa fichas.
E, se habilitações duvidosas enfraquecem o ministério, fichas sujas sujam o governo.
JANIO DE FREITAS, em artigo para a Folha de São Paulo de 30/12/2010
Clipping do dia 02/02/2011
fevereiro 2nd, 2011 § Deixe um comentário
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