Trilogia Yaron
Em 1993, com dezesseis anos de idade, comecei o rascunho desprentensioso de um livro chamado “Renascimento”, que falava sobre um planeta Terra totalmente destruído – política, social e geologicamente – após a III Guerra Mundial. Lembro-me de ter escrito cerca de vinte páginas com minha caligrafia pouco privilegiada, entre os anos de 1993 e 1994. Então comecei a trabalhar durante o dia numa farmácia e a estudar informática no período noturno, abandonando meus rascunhos no fundo de uma gaveta. Meu tempo livre era muito pouco e minha inspiração também.
Somente em meados de 1997, já com o meu primeiro computador, voltei ao livro. Retomei “Renascimento” a partir de meus manuscritos, terminando-o no ano de 1998. Agora eu trabalhava somente na parte da manhã, como professor de informática, o que me deixava com tempo livre bastante para me dedicar aos meus textos. Logo em seguida iniciei a continuação de meu primeiro trabalho. Intitulei-o “O capturador de almas” e o finalizaria em 2000. Naquele mesmo ano comecei “O quinto arauto”, o último livro da seqüência que eu havia idealizado. No entanto, só escrevi cerca de 15 páginas deste. Entreguei “Renascimento” para meu querido amigo e revisor, professor Pedro Moreira e, depois de recebê-lo devidamente revisado, tentei publicá-lo. Como não consegui apoio financeiro, resolvi esperar.
Enquanto esperava ânimo para procurar novamente por patrocínio, resolvi escrever um roteiro para cinema. Eu queria escrever algo com elementos medievais como cavaleiros, magos e espadas. Eu tinha acabado de ler algumas apostilas ensinando como formatar um roteiro para cinema e estava muito empolgado com aquilo. Dei-lhe o pomposo título de “O último guerreiro”. No entanto, não passei da segunda página. Um insight me tomou de surpresa quando assistia a um filme do qual não lembro o nome e decidi então escrever um roteiro para um filme romântico, intitulado “Um lugar sem nome”. Escrevi o roteiro entre o segundo semestre de 2001 e primeiro bimestre de 2002. Novamente busquei a ajuda sempre brilhante do professor Pedro Moreira, para que ele pudesse revisar meu texto e me ajudar na organização das idéias. Contudo, não sei bem o motivo, o roteiro continua engavetado, esperando uma oportunidade.
Logo após terminar o roteiro de “Um lugar sem nome”, eu estava pensando no que viria a seguir. Havia acabado de entrar na faculdade, sabia que meu tempo seria bastante curto, mas queria escrever mais. Tentei retomar “O quinto arauto”, mas não consegui. Não era o tipo de texto que eu buscava. Então, em fevereiro de 2002, remexia meus arquivos quando encontrei as duas páginas de “O último guerreiro”. Resolvi transformar o roteiro em livro. Alguns dias antes eu havia assistido ao filme “O senhor dos anéis — A sociedade do anel” e me apaixonado pela história. Acabei por comprar todos os livros da trilogia de Tolkien e devorei-os em pouco mais de três meses. O estilo fantástico dele serviu como incentivo para que eu começasse de vez a desenvolver a história medieval que eu tanto queria escrever.
Ao contrário dos outros livros, que se passavam na Terra, resolvi criar um pequeno planeta só para a minha história. Desta maneira eu ficaria mais livre para nomear cidades, pessoas e lugares, além de não ter de obedecer muito às lógicas de nosso planeta. E Yaron foi uma palavra que simplesmente saltou de minha mente. Não possui nenhum significado. É apenas “Yaron”. Assim como todos os nomes das cidades-estados que criei (com exceção de Nemadorag, cujo significado não posso explanar agora). A grande maioria dos nomes das personagens também foi criada ao acaso, misturando letras. Há algumas exceções, claro. Mas somente as criaturas fantásticas tiveram uma atenção especial, pois os nomes de todas derivam de termos latinos.
Minha linha de história para o livro, que eu ainda insistia em entitular “O último guerreiro”, era bem simples quando comecei a escrever: asteróides atingem Yaron e alguns guerreiros se aventuram dentro de cavernas povoadas de monstros assustadores para recuperar um poderoso cristal; os guerreiros conseguem obter o cristal, mas o líder é morto; a donzela que o amava suicida-se e o mago morre ao fazer a magia que protegerá o planeta. Eu calculava um máximo de cem páginas para contar toda a história.
Entretanto, à medida que eu escrevia, novas idéias surgiam e eu as achava boas demais para ficarem fora do texto. Creio que somente os três primeiros capítulos do livro não sofreram alterações estruturais, enquanto muitos novos capítulos foram introduzidos. Ao final, eu já possuía material suficiente para criar uma trilogia, formada pelos livros “O Cristal”, “A Rainha do Norte” e “Nemadorag”.
Após ter procurado várias editoras, meu livro foi aprovado para publicação pela editora Novo Século. Todavia, preciso de patrocínio para arcar com os custos de impressão da 1ª tiragem. Caso esteja interessado em patrocinar-me, clique aqui. Para ler um excerto de “O Cristal”, clique aqui.